Terça-feira, 6 de Junho de 2006

Porque há coisas que não se explicam...

 

É isso mesmo! Há imensas, inúmeras e incontáveis coisas na minha vida que não se explicam…

Ontem e hoje foram dias em que essas coisas aconteceram. E a pior ou neste caso melhor, foi mesmo hoje. Como o facto de ser possível eu sair do autocarro e ter-me esquecido lá do computador, e só quando pego nas coisas para ir embora é que me apercebo que me falta qualquer coisa na mão. E de repente lembro-me que é o computador, que tem lá guardado o trabalho de um ano inteiro que me irá permitir acabar o curso em Julho.

Para além de não se explicar como foi possível eu ter-me esquecido da máquina mais importante na minha vida neste momento, e também um dos meus melhores amigos nas horas de solidão, não se explica o que me levou a lembrar-me que o tinha deixado dentro do autocarro quando já me estava a preparar para ir embora.

Mas não é só isso. Há muita coisa que não se explica nesta vida e neste Mundo.

Também Coimbra não se explica. Não se explica o sentimento que nos invade a alma quando vemos o Mondego ao longe a acenar por entre as pontes que o atravessam. Não se explica o que se sente quando se ouve a Cabra a dar a badaladas das horas que passam sem nos darmos conta. Não se explica o aperto no peito que dá quando os primeiros acordes da serenata soam às doze badaladas da Cabra, que indica o início de mais uma Queima das Fitas. (Ah, pois é! Achavam que já não ia escrever nada sobre isso, mas enganaram-se. A Queima passou, mas as recordações não…)

Não se explica a familiaridade de lugares intemporais na cidade que vê passar as capas negras há alguns séculos. Lugares como o Pintos; a Via Latina, discoteca e local; o Cartola; o Académico; o antigo Buraco Negro actual Procura-me; o Teatro Académico de Gil Vicente, vulgo TAGV; as Faculdades, todas elas, cada um diferente no seu estilo e no entanto igual a todas as outras; e tantos outros sítios que nos acolhem sempre da mesma forma doce e familiar. Tão familiar que chegamos a saber o nome dos empregados, dos patrões, das bebidas e da comida que lá se fazem. Como me dizia a M. a familiaridade dos espaços de Coimbra.

Coimbra não se explica. Sente-se! Não se traduz em palavras as amizades que se fazem, os momentos que se partilham, os desgostos que se choram, as vitórias que se conquistam. Não se traduz em palavras os momentos que se vivem, as recordações que permanecem e as saudades que levamos quando voltamos a casa. Não se traduz em palavras a magia do ambiente que aqui se vive, nem as transformações que sofremos ao longo dos anos que cá passamos.

Coimbra é e será sempre Coimbra. Não só cidade, mas acima de tudo pessoas. Porque são as pessoas que a fazem e que a tornam na coisa maravilhosa que é.

Muito mais poderia (d)escrever sobre Coimbra, mas Coimbra é apenas Coimbra, porque há coisas que não se explicam… Vivem-se…

 

A ouvir: Mega FM (pela noite dentro)

Soprado por: Asa às 15:41
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