Quarta-feira, 2 de Agosto de 2006

Encerrei o círculo que tu abriste...

 

 

Esta é a ultima vez que te escrevo ou que escrevo alguma coisa sobre nós os dois. Sobre aquilo que não esqueço, não esqueci e duvido que jamais esquecerei.

Serão as últimas palavras que derramo neste blog sobre tudo o que vivi nos últimos meses, ao teu lado e sempre pensando em ti, em nós e em tudo o que a vida e o mundo nos prometeu e nunca nos deixou cumprir.

Resolvi encerrar um capítulo. Pensei até em “matar” este blog, em encerrar os capítulos que por aqui fui escrevendo. Cheguei a uma fase da vida em que encerro círculos.

Encerrei o do curso, encerrei o de estudante, encerrei o da dita boa vida… Resolvi que tenho que iniciar outros, vários, muitos e nos quais não pertences. Quer porque não queres, quer porque não deixo.

De todas as vezes que escrevi sobre ti, para ti ou sobre nós, nunca nenhuma foi tão transparente como esta. Podem até condenar-me por ser tão egoísta e estúpida de ter escrito este post só para ti, mas dadas as circunstâncias é a única forma que me resta de fechar este círculo.

Como já te disse mais do que uma vez, não acredito em coincidências, tal como tu. E encerro este círculo num dia em que muitos outros, no mundo de inteiro se abriram e se voltaram a fechar.

Convidei-te para iniciares um novo círculo comigo, muitas vezes ao longo destes 8 meses que vivi contigo, e em especial na noite de hoje, cujo significado teria sido tão bom para mim. Mais uma vez recusaste, mais uma vez abri e fechei um círculo sozinha. E mais uma vez, vou abrir outro, do qual não farás parte e no qual não terás medida.

Não te digo que não seja tua amiga. Sou. Como poderia não ser depois de tudo o que vivi contigo? Como poderia não me lembrar de ti e de todos os castelos que desenhei no ar e nos quais tu eras o rei e eu a rainha?

Mas esses castelos hoje foram apagados. Resolvi pintar um céu novo, com cores diferentes, pois como já disse anteriormente o céu jamais será azul.

Contudo, a Terra voltou a ser redonda no meu espírito. Talvez mais redonda do que alguma vez já tenha sido. Deve ter sido por ter desenhado um novo círculo na minha vida.

Tentei encerrar o círculo contigo, já que foi contigo que o abri. Parece-me que não partilhas da mesma vontade ou da mesma opinião. Durante muito tempo achei que gostava de ser o raio desse círculo que desenhámos os dois. Iludi-me com esse raio e esqueci que todos os círculos precisam de um diâmetro. Todos os diâmetros são compostos por dois raios e não por apenas um. Achei que havia a esperança de teres desenhado uma parte desse círculo comigo e que queríamos fazer parte do seu diâmetro. Ainda acho que se calhar até queres, és capaz de não saberes bem. Caso contrário terias acedido ao meu pedido e terminarias o desenho que desenhámos os dois.

Não quiseste. Mas eu quis. Percebi que tenho de seguir em frente. Dois círculos são mais bonitos do que apenas um.

Agradeço-te todas as coisas boas da vida, principalmente o facto de me teres mostrado que se pode amar da mesma maneira louca e impulsiva mais do que uma vez. Por me teres mostrado que não existem só duas partes da mesma coisa. Por me teres mostrado que sei muito mais do que aquilo que imagino. Por me teres mostrado o quão bom foi amar-te e saber que um dia, fosse em que vida fosse, também eu fiz parte de ti e tu de mim, mesmo que teimes em não acreditar.

Por tudo isso, aqui fica o meu agradecimento que não tive oportunidade e te mostrar e que fez parte do meu relatório de estágio.

“… ao P. F., pelos chás que compartilhámos ao sabor de umas conversas,  pelo carinho e ternura, pela paciência incondicional para me aturares, pelos passeios que sempre me ajudaram a animar, pelas conversas que me levaram a esquecer os problemas, pelos ensinamentos que me deste noutros campos da vida e pela amizade que nos uniu este ano e que espero que nos una para a vida.” (O teu nome aparece por extenso no relatório).

Ainda hoje me lembro do livro que te ofereci, o “Brida”, de Paulo Coelho. Já na altura acreditava nisso e ainda hoje acredito. Não posso pensar doutra maneira. Ninguém faz o que fizeste e diz o que disseste se tudo aquilo em que acredito não for verdade.

Disseste-me há uns tempos que te apaixonaste por mim e cortaste esse sentimento pela raiz. E até hoje não entendo o porquê. Penso nisso milhares de vezes e não percebo. Mas cheguei à conclusão que não é para eu perceber.

Havia tanta coisa que gostava de te dizer nesta despedida, mas nem o blog inteiro dava para relembrar tudo o que permanece no meu coração até agora. Há coisas que ainda não percebo e que talvez nunca venham a fazer sentido e por isso desisti.

 Desisti de perceber o sentido das coisas e desisti de te perceber a ti. Tens uma estranha forma de ser, demasiado estranha para que eu a perceba. Continuo a achar que o teu esqueleto, que tanto veneras e cujo nome nunca ousaste pronunciar perante mim, foi o que fez com que arrancasses as raízes dessa paixão. Deves ter tido medo que o sentimento te apagasse a memória, não sei…

Não quero saber…

Encerrei para obras de remodelação no que se refere a ti. Enquanto escrevo este post oiço a música que mais perto me fez estar de ti. Aquela em que penetrei nos teus pensamentos e percebi que estavas comigo mas que na verdade querias estar com ela… Aquela música que fez perceber isso e que me mostrou também que era comigo que estavas, sem limites ou obrigações. Apenas de vontade…

Talvez fosse a mesma música que marcou o fim, embora ache que o fim aconteceu naquele sábado à tarde, em tua casa, no teu sofá quando pronunciaste a fatídica frase, que começa com uma expressão que sempre detestei: “Nunca te esqueças que vais ser sempre a minha…”. (E o resto não digo porque é demasiado pessoal e tocou-me mesmo na alma).

Provavelmente quando leres isto vais ter vontade de me bater, reacção que tantas vezes provoco em ti. Eu sei que escrevi demais sobre ti e a tua vida. Mas também sei que uma parte da tua vida é minha também, acredites ou não. E por isso, ao encerrar este círculo vou “levantar” uma proibição que te fiz há algum tempo. A partir de agora és livre de falar comigo sobre tudo o que está neste blog. Quando quiseres e sobre o que quiseres, inclusivé este mesmo post.

Como tento fazer há muitos anos, finalmente carbonizei todos os meus esqueletos, mesmo aquele grande que ocupava três partes de mim. Afinal, acabar o curso sempre ajuda nalguma coisa…

Mas consegui!!! Finalmente consegui!!! E com isso, carbonizei muitos medos e fantasmas também. Aprendi que tudo na vida deve ser olhado de frente, principalmente o que magoa. Tornei-me diferente, seja lá em que aspecto for, mas eu sinto essa diferença. Perdi a urgência das coisas…

Fiz a parte que me competia. Encerro este círculo que tu abriste. Encerro este, para abrir muitos mais. Quer seja contigo, quer seja sem ti…

Amo-te…

 

 

Sinto-me:
A ouvir: Anastacia & Eros Ramazotti - I Belong to You

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