Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006

O lugar onde tudo acontece...

 

Sim, há um lugar onde tudo acontece… Ou não!!!

Mas Chaves está a ficar pelo menos com mais interesse. E eu que estou farta de me queixar que não acontece nada nesta cidade e que isto é uma seca e que estou farta! Afinal parece que nem tudo é assim. E falo na primeira pessoa, por experiência própria que teve lugar hoje à noite, há poucas horas atrás.

Sinto-me na obrigação de tornar este blog um pouco mais cultural e deixar de falar apenas, única e exclusivamente da minha vida. E como o meu pouso para já ainda é por aqui, como forma de me lembrar que nem sempre isto é mau, vou contar o que tem acontecido por cá, que seja digno de registo.

Depois do “famoso” Congresso de Vilar de Perdizes, que se realizou no fim-de-semana passado e ao qual fui no Domingo à tarde, neste fim-de-semana foi a vez do Festival Galaico-Português cá em Chaves.

Descrevendo o primeiro, que sei ser do interesse para alguns dos que lêem este blog. Só tive oportunidade de ir no Domingo, isto porque, nos dias anteriores, Quinta, Sexta e Sábado andei a correr o país (pousei no Porto, em Coimbra e em Leiria) e depois porque nunca sei mesmo quando é que o Congresso se realiza. Mas mesmo assim, valeu a pena! Aquilo é um aglomerado de figuras, figurinhas e figurões. A quem nunca foi, recomendo pelo menos uma vez. Mas venham com o espírito aberto e com um mapa no carro. É que para quem não conhece, Vilar de Perdizes não é fácil de encontrar. Até porque é uma aldeia do concelho de Montalegre que está no mapa, única e exclusivamente por causa do dito Congresso.

Bem, lá fui eu, mais uma vez. Mas desta de tarde. Já lá tinha estado há alguns anos atrás, mas de noite e sinceramente é muito mais engraçado de noite que de dia. Há uma mística diferente. Este ano, tinha muitas tendas de consulta, que não vi há alguns anos atrás. Destaco obviamente a tenda da “Simara” porque toda a gente deve conhecer e porque as consultas eram caríssimas. Havia também muitas tendas de tarot, runas, bolas de cristal e afins. O típico que possam imaginar!!! E principalmente a venda de chás que é o que mais se vê. Para tudo e para todos. Eu, pessoalmente, gosto do “Levanta o pau”! Acho o nome sugestivo… E sim, é mesmo para isso que estão a pensar!

Já o Festival Galaico-Português foi muito mais interessante. Porque aliou a cultura galega à cultura portuguesa, neste caso flaviense. Foi um evento muito mais cultural… Também só fui no Domingo à noite, mas fiquei bastante bem impressionada. Assisti a algumas coisas que também acontecem no Congresso de Vilar de Perdizes, tal como a Queimada das Bruxas. É um ritual em que um bruxo vai deitando coisas num pote de ferro preto ao mesmo tempo que vai dizendo uma reza qualquer. E no fim, aquilo acende-se com um isqueiro e começa a arder, porque entre outras coisas leva aguardente. E cá ofereceram-me uma caneca de barro preta e um bocado da Queimada, que é uma bebida alcoólica.

Mas a noite começou de forma muito mais agitada! Ia eu, rua fora na minha descontracção e eis que surge um polícia vindo do nada a correr atrás de um rapazito que tinha passado por mim. Pelo que percebi, ele roubou a carteira a um senhor. E nisto o polícia agarra-o e ele foge e começa outra vez a correr na minha direcção e o polícia atrás. Tipo cena de filme… Só a mim…

Lá sigo o meu rumo, que eu não sou desses mirones de ficar a ver a desgraça dos outros para depois me regozijar com ela, e entro no recinto do festival, onde havia algumas barracas a vender produtos variados, tipo comida, brincos, chás, artesanato, etc. Lá fui dar a volta para ver o que havia e passado pouco tempo entra um grupo de três gaiteiros e dois bombos a tocar música celta. Aí claro que fiquei a delirar… Adoro música celta, aliás, adoro a cultura celta. Talvez por isso tenha gostado um bocado mais deste Festival. Era muito nessa onda. Lá fiquei em êxtase cerca de meia hora a ouvir os rapazes a tocar. Que diga-se de passagem, para além de tocarem muitíssimo bem, eram bastante jeitosos e tinham o ritmo no corpo. Notava-se que vibravam com a música e com aquilo que estavam a fazer. Depois vi uma pequena encenação da condenação das rameiras e por fim foi a Queimada. Isto sempre ao som da música celta.

Para terminar a noite, sentei-me a fumar um cigarro e a beber a Queimada e assisti, assim tipo criança, ao fogo-de-artifício. Primeiro, fogo preso a simbolizar algumas tarefas da aldeia e depois fogo-de-artifício dito normal.

Tudo isto em dois fins-de-semana seguidos. Agora digam lá, se Chaves e arredores não é o lugar onde tudo acontece?

 

 

 

Post Scriptum: A foto é originalmente minha. Penso que é a primeira que publico no blog, que seja mesmo tirada por mim. A título de curiosidade, foi tirada em Edimburgo, no dia 13 de Abril de 2006. Podem usar à vontade, que não vou reclamar direitos de autor…

 

Sinto-me: cultural
A ouvir: Dona Maria - Quase Perfeito

Soprado por: Asa às 01:06
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