Terça-feira, 3 de Outubro de 2006

Orgulho nacional...

 

Como todos assistimos, uns mais indiferentes do que outros, na altura do Euro 2004 e posteriormente do Mundial 2006, houve uma febre de orgulho nacional e de patriotismo explícito.

A mim, ainda me custa a engolir que fosse preciso um brasileiro para nos devolver o culto da bandeira nacional e para mostrar aos jovens deste país quais as cores que se vestem quando estamos lá fora. O verde e o vermelho…

Mas enfim. O que conta é a intenção e se há mérito que o Sr. Luis Filipe Scolari tem é o de nos juntar a todos a torcer pela mesma causa e o de nos fazer acreditar que temos potencial para alguma coisa. Nem que seja para apoiar 11 homens a correr atrás de uma bola.

Eu digo isto, mas atenção que sou das primeiras mulheres a ligar a televisão para ver o jogo e a comprar tremoços e amendoins e bejecas p’ró pessoal todo lá em casa, quando ficávamos por lá a ver o jogo. Mas só faço isto com os jogos da selecção, os outros nem sequer sei quando são.

Bem, mas não foi o futebol português (que até é de qualidade, diga-se!) que me fez escrever este post, até porque a febre do patriotismo nacionalista e dos campeonatos de futebol associados já passaram. O que me “obrigou” a mais um post, foi o mote desse mesmo patriotismo ou nacionalismo ou o que lhe queiram chamar. Foi a questão do orgulho nacional, que não se sentia no país há já alguns anos.

Acho até que foram precisos os ditos campeonatos para pormos os putos de mão no peito a aprenderem a cantar o hino nacional e a vestir a bandeira. Isto é para não dizerem que só a escola é que ensina e que a sociedade não traz nada de bom.

Mas voltando ao mote do post, o orgulho nacional. É, era algo que não se sentia até ali e que findos os ditos campeonatos voltou a cair no esquecimento, provavelmente por mais 2 anos até ao próximo europeu, se continuarmos a fazer as boas figuras que temos feito.

E não se sente porquê? Porque obviamente o país está em crise e como tal, não temos propriamente muita coisa da qual nos orgulhar. Entende-se…

É por isso que venho aqui com uma ideia revolucionária e espero que me levem a sério. A minha ideia é obrigar todo o santo povo deste país a ler e/ou reler o mais recente livro do Doutor José Rodrigues dos Santos. Sim, esse Senhor, celebremente conhecido como “o orelhas de abano”, par além de ser Doutorado em Ciências da Comunicação também escreve livros! E ainda por cima de qualidade! E mais fantástico ainda, vive no nosso país! Incrível!!!

É! E tem um livro que alguns devem conhecer, o “Codex 632”, popularizado como o Codex 635, pelo Sr. Malato numa das emissões do “Um contra Todos”. Enfim, gafes de programas que na versão gravada são um bocado graves…

Pois, na minha opinião o Governo devia criar um subsídio para que cada família portuguesa adquirisse pelo menos um exemplar desta fantástica obra. E um subsídio com honras de estado. Isto porquê? Porque o dito livro é talvez a maior obra de ficção escrita com um forte apelo ao orgulho nacional.

Para aqueles que não leram e que se calhar nem quererão ou não poderão ler, levanto a ponta do véu. Para já a trama é do mais patriótico possível, mas contar os quês e porquês era contar o melhor e isso não faço. Digo apenas que o tema central é a vida de Cristóvão Colombo, que provavelmente nem teria esse nome.

Posso também  dizer que os inventores do conceito de aldeia global são os portugueses há cerca de 500 anos atrás. Sim! Os portugueses criaram o conceito quando dividiram o Mundo com os espanhóis em duas partes, com o célebre Tratado de Tordesilhas. E além disso, é provado que o Brasil já tinha sido descoberto pelos portugueses alguns anos de estes o reclamarem como seu;  e também a América de Colombo, que supostamente terá sido dada aos espanhóis para nós podermos ir buscar as riquezas à Índia e os exemplos nunca mais acabam. Mas o melhor mesmo é ler.

Agora o que eu acho, é que devia ser obrigatória a leitura deste livro. Acho que nada nos mostra tão bem a incrível capacidade que o português tem de triunfar quando quer. Às vezes à custa de sacanice é verdade, mas atinge o que se propõe com as armas de que dispõe.

Se já fomos a 1ª potencia mundial, em 1500 quando os Descobrimentos atingiram o seu auge, porque é que agora até temos vergonha de dizer que vivemos em Portugal? É por essas e por outras que o “Codex 632” é do melhor. Viva o orgulho nacional…

 

P.S. E considero a minha ideia tão genial, que vou publicar este post no outro blog também. Pode ser que alguém me pague pela publicidade grátis…

 

 

Sinto-me: patriota
A ouvir: Kelis - Trick me (Há falta do Hino é o melhor que se arranja

Soprado por: Asa às 00:34
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1 comentário:
De Paulo Aroso Campos a 3 de Outubro de 2006 às 14:52
Obrigado pelos comentários atenciosos
Realmente esse livro é fabuloso, mas há um outro que também acho que deveria ser de leitura obrigatória e que acho criminoso como não é estudado no ensino básico ou secundário (apesar de ser em poesia): A Mensagem, de Fernando Pessoa.
Faz uma restrospectiva de toda a história de Portugal e conta muitas coisas que nunca imaginamos, e o significado das variadas bandeiras.
Mesmo assim, óptima sugestão!


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