Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006

Caricaturas

 

Como não podia deixar de ser também eu tenho forçosamente de comentar este polémico tema das caricaturas de Maomé, que nos enche minutos e minutos de telejornais diários, e páginas e páginas de jornais nacionais.

Se me perguntarem se contra ou a favor, reponderei “Depende!”. Sou totalmente a favor da liberdade de expressão, mas totalmente contra a falta de respeito. Ou seja, acho que países como a Dinamarca ou mesmo Portugal têm todo o direito de publicar as caricaturas, mas é preciso ter em conta o respeito pela liberdade dos outros.

Não acho normal a onda de violência que esta “brincadeira” (sim porque para mim não passa disso) gerou. Mas acho que nenhum ser humano minimamente informado não prevesse que isso iria acontecer.

E sinceramente na minha opinião, algumas das caricaturas são mesmo ofensivas até para mim, que não sou islâmica. Chegam a degradar a condição da mulher (refiro-me aquela que diz não entrem que já não há mais virgens).

Os islâmicos acreditam que representar Maomé é um pecado mortal. Sendo assim, eles devem pensar que quem o fez merece a morte. E por causa disso temos assistido à morte de inocentes que se calhar até estariam contra essas publicações.

Acho que a questão fulcral é a falta de respeito por aquilo que nos é indiferente. Há que respeitar a religião dos outros mesmo que não concordemos com ela. Por exemplo, se formos à Índia não podemos tocar nas vacas senão vamos presos, já que estas são consideradas sagradas. E não é por acharmos isso uma estupidez (eu pessoalmente acho!) que vamos desatar a afastar as vacas do caminho. E no entanto, também temos liberdade de expressão, quanto mais não seja de sentimentos. (O mais caricato é o facto de serem os carros a desviarem-se delas quando vão na estrada.)

Tenho pena que alguém se tenha lembrado de ter o mau gosto de fazer esses desenhos, e mais ainda, que alguém tenha descoberto algum interesse na sua publicação. Mas visto que isso aconteceu, também não sou a favor de pedirmos perdão ao povo islâmico, como dizia o Sr. Dr. Freitas do Amaral no seu comunicado, que só pode ser apelidado de ridículo.

Resta-me apenas sentir-me feliz por viver num país onde posso dizer que considero ridículas as atitudes de um ministro de um Governo que não ajudei a eleger. Mas até isso pode acabar por um dia!

E como tal, resta-me deixar-vos uma ilustração precisa e sintética do meu ponto de vista, que ao longo destas linhas tentei expor. Fenomenal!!!

 

 

LibExp.jpg


Soprado por: Asa às 16:01
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