Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

Divagações sobre o amor...

Apaixonado.jpg

Mais um post, mas desta vez num género um pouco diferente! Difícil de definir... talvez um pouco de humor negro!?

Antes que chegue e se instale definitivamente a época proclamada das lamechices eu adiantei-me e resolvi já começar a criticar. Isto é só para depois não me dizerem que é dor de cotovelo, porque até nem é. Pelo menos este ano não é!

Está a começar a época oficial da lamechice, ou seja, aproxima-se o Dia de S. Valentim, vulgo Dia dos Namorados. Podia até haver um anúncio tipo: “Está oficialmente aberta a época da lamechice e apelo ao consumo disfarçado de romance”. Sim, porque hoje em dia parece que a tão bonita história de amor se está a transformar potencialmente na bela história da compra de prendas. Ainda por cima em época de tão proclamada crise… não dá entender a sociedade portuguesa…

E até já há promoções e tudo! Tipo: o Rock in Rio Lisboa tem uma promoção para a compra de 2 bilhetes com oferta de 2 t-shirts; ou a PT que vende um telefone com 3 meses sem pagar. E agora pergunto eu: “ E se até à data do Rock in Rio Lisboa as coisas derem para o torto? Podemos oferecer o bilhete a outra pessoa?” ou então” E no fim dos 3 meses acabamos o namoro porque já não falamos á borla?”. É que por amor de Deus, não há pachorra para estas coisas...

Mas há pior! A infinita colecção de Swatch Dia dos Namorados. Há que fazer jus á coisa que este ano o relógio até é bonito, mas por favor, é tipo dizer “Vê lá se com esta prenda passas a chegar a horas...”. Até o Martini (marca de bastante qualidade bebível, quem me conhece sabe que eu gosto!) tem um anúncio do género...

And so on, and so on, and so on...

Poderia estar aqui a desfiar as restantes quantidades de coisas que se fazem. Mas nem para isso há grande paciência. Claro que tenho que referir a tradicional prendinha do belo do boxer com corações ou então o tradicional ramo de rosas vermelha que fica sempre bem (mas depois não digam que se é namorada ou não ainda pra se ver...)J.

Enfim, a lamechice no seu auge!

Mas também há coisas engraçadas. Por cá por Coimbra faz-se algo digno de registo nacional. No dia 14 de Fevereiro há o tradicional Jantar dos Encalhados. Qualquer coisa tipo um encontro onde as pessoas sem namorado vão jantar todas juntas e com esperança que a coisa se dê. É sempre uma hipótese para não se passar a noite sozinho/a, e talvez a última.

É por essas e por outras que eu cá vou ficar sozinha em casa a jantar. Não que eu me importasse de ter um Padre Amaro a cozinhar para mim, mas a coisa está difícil. O homem anda com muito trabalho e eu como boa pessoa que sou não quero que ele apanhe um esgotamento nervoso só para vir até Coimbra fazer-me o jantar.

Sendo assim, resta-me refugiar-me ao estilo Bridget Jones e esperar que me encontrem no meu apartamento já meia comida por lobos da Alsácia. (Não vale fazer piadas com a parte do meia comida por...).

É que essas coisas do amor são muito bonitas, mas é preciso que ele exista de verdade e seja recíproco. Não se consegue amar por dois, por mais que se tente.

E eu cá já estou na fase do nem sequer tentar. Chamem-me hipócrita, mas para mim, na vida real, as coisas morrem. Quer seja porque as matamos, quer seja porque não as alimentamos.

De qualquer modo acho muito bonito todas essas coisas, desde que não me atinjam. E por isso mesmo, resta-me desejar-vos um feliz Dia de S. Valentim.


Soprado por: Asa às 15:15
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1 comentário:
De Anónimo a 23 de Fevereiro de 2006 às 19:57
As coisas morrem,de facto. Quer seja porque as matamos quer porque não as alimentamos. Quer porque temos pressa demais para ver que morrem se não as nutrirmos. Porque as dúvidas nos assolam: e se a coisa de recusa a ser alimentada?

Mas a graça também passa por descobrir como podemos nutri-la, por saber dar-lhe espaço para crescer. É magnifico descobrir que algumas coisas não morrem, mesmo que as maltratemos (in)conscientemente. Tentar não custa assim tanto. Quanto muito mata-se uma coisa, sem querer. Mas outras coisas virão... mrafiki
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