Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006

Tu és eu e eu sou tu

Há dias em que te sentes tão miserável, que nem o mais belo pôr-do-sol, visto da mais bela janela consegue animar a tua alma. E tu sabes que fizeste tudo o que podias para ser feliz, mas pura e simplesmente a tua alma não sente o mesmo, e aí sabes que falhaste na mais nobre e vital missão do dia-a-dia.

Não há nada que te anime, é impossível sentires aquele júbilo que te atravessa nos momentos felizes.

Mesmo quando escreves estas palavras estás a derramar mais umas lágrimas, porque sentes que desperdiçaste das coisas mais valiosas que tinhas, a vida. Sentes que falhaste perante ti própria e que não cumpriste nada do que te tinhas proposto há uns anos atrás.

Até viajaste e conheceste alguns países, até viveste fora do teu país por uns meses, até conheceste pessoas e culturas muito diferentes, mas neste momento tudo isto não te basta. Sentes desesperadamente que não chega. Estás num ponto em que estás quase a bater bem no fundo, mais um pouco e vais entrar em black out!

Amaste muitas pessoas de maneiras muito diferentes. Ainda amas algumas mesmo que não queiras admitir, mas mesmo isso não te preencheu. A paixão que sentiste por alguns homens da tua vida, sim, mas como tudo na tua vida foi algo efémero. Nem isso dura para sempre. Como te dizia um amigo da tua mãe “A paixão dura 3 meses”, e como te dizia a tua amiga Filipa na última 5ª feira à noite, “Não! A paixão dura 8 meses!”. Seja como for sabes que não é eterna.

A única coisa eterna na tua vida é o teu desejo inconstante de abrir asas e voares. Só quando viajas te preenches, te realizes e sentes que vale a pena estares viva. Que se passa contigo, que nestes últimos dias, que já perfazem meses, só pensas em abrir asas outra vez e bazares? O que te aconteceu? Será algum efeito colateral da pessoa que vive contigo? Sim, porque ele vive contigo, mesmo que tu não o saibas ou não o admitas… quer-me parecer que sim. Acho que como tu gozavas ontem, é algo que se passa por osmose, ou por meiose ou por mitose. Tanto dá! É transmissível. Estou até a pensar em chamar-lhe um vírus. Tu que agora nadas numa onda de vírus e doenças, só trabalhas nessas áreas, já devias saber que sim. Que o bichinho das viagens, do correr mundo e do querer saber e conhecer tudo, é algo que se passa de uns para outros. Falta-te companhia? Não me parece, tudo o que não te falta é companhia, nem que seja a companhia da tua própria sombra. E houve algo que nunca te faltou na vida foi companhia… tu sabes!

Vive à grande! Cada dia como se fosse o último! E já agora fuma esse cigarro, senão morres. Eu sei que costuma ser o oposto, mas contigo é tudo ao contrário, mais coisa menos coisa.

Ha! E não te esqueças disso, porque é muito bonito escrever para alguém que és tu própria e não teres coragem de o por na primeira pessoa. Sim porque tu és eu e eu sou tu…

 


Soprado por: Asa às 16:17
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